Da Miséria no Meio Estudantil, nos 50 anos do Maio de 68

 

Um dos mais belos actos de subversão.

 

 Em 2018, o Maio de 68 festeja 50 anos, e a Antígona recupera, para gáudio das novas gerações, Da Miséria no Meio Estudantil (1966), um dos textos situacionistas mais célebres, a par d’A Sociedade do Espectáculo, de Guy Debord, e da Arte de Viver para a Geração Nova, de Raoul Vaneigem. Pequena bomba contestatária, deflagrou no Escândalo de Estrasburgo, quando jovens iconoclastas, eleitos para a associação de estudantes local, fizeram questão de a dissolver e de publicar este libelo às custas da universidade. Este panfleto apontava o dedo à domesticação e à infantilização da camada estudantil, denunciando as universidades como «organizações institucionais da ignorância». Em 1968, tal como as pedras da calçada, correria de mão em mão em Nanterre e nas ruas de Paris.

Da Miséria no Meio Estudantil é agora republicada com vários anexos, entre os quais a banda desenhada «O Regresso da Coluna Durruti», de André Bertrand, e excertos de cartas de Guy Debord sobre a organização deste opúsculo.


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