A Moeda Viva

Pierre Klossowski

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Imagine-se por um instante uma regressão aparentemente impossível: uma fase industrial em que os produtores dispõem dos meios para exigir, a título de pagamento, objectos de sensação por parte dos consumidores. Esses objectos são seres vivos. Como é que a «pessoa» humana pode desempenhar a função de moeda? O que dizemos aqui existe de facto, porque toda a indústria moderna assenta numa troca mediatizada pelo signo da moeda inerte (neutralizando a natureza dos objectos trocados), ou seja, num simulacro de troca-simulacro que surge sob a forma de mão-de-obra, logo, de uma moeda-viva, inconfessa, já existente.

Ensaio filosófico e literário, A Moeda Viva está povoado de fantasmas, imagens, visões de corpos que se esgueiram, seres de fuga que se expõem. A moeda viva é o signo libertário dos corpos escravos das sociedades ocidentais e capitalistas, sendo a emoção voluptuosa em circulação um corpo em movimento. Klossowski, também criador de uma arte singular – quer na representação, quer na pintura –, conviveu com Foucault, Bataille, Deleuze, entre tantos outros, que fizeram luz sobre a sua obra.

  • Título original La Monnaie Vivante
  • Tradução Luís Lima
  • 1.ª edição 2008
  • Páginas 90
  • ISBN 972-608-194-4