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Que adorável poema é Ondina! Este poema é, ele próprio, um beijo. 

Heinrich Heine

Na vasta obra de La Motte-Fouqué (1777-1843), que inclui desde poesia de inspiração diversa a contos, narrativas, romances e teatro, destaca-se o conto maravilhoso Ondina. Um dos textos mais lidos e celebrados no seu tempo, Ondina (1811) é a reactualização de um mito – o da ninfa e espírito das águas que abandona o seu encantado mundo subaquático, onde árvores de coral resplandecem com frutos azuis, e parte em busca de uma alma humana. 
Elogiada por Heine, Poe e H.P. Lovecraft, a obra Ondina exerceu um genuíno fascínio sobre os leitores no período romântico, pela mestria literária, pelos novos moldes a que a matéria mitológica foi sujeita e pelos temas intemporais: Ondina como metáfora da condição do Homem, como ser imperfeito e condenado à errância, dissolvendo-se simbolicamente nas águas ou perdendo-se no vento. 
Como obra intemporal, o legado de Ondina reflectiu-se no campo literário (por exemplo, n’ A Sereiazinha, de Hans Christian Andersen, e em Ondine, de Jean Giraudoux) e em várias expressões artísticas, da ópera e do bailado (Undine, de E.T.A. Hoffmann) ao cinema.

  • TÍTULO ORIGINAL Undine
  • TRADUÇÃO Manuela Gomes
  • PREFÁCIO Teolinda Gersão
  • 1.ª EDIÇÃO 2011
  • Páginas 196
  • ISBN 978-972-608-217-0