A Insurreição Erótica

Giorgio Cesarano

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És minha, sou tua, minha companheira, meu homem: o ser já se encontra à deriva, o ter impõe-se como o seu conteúdo de vácuo. 

Nunca a society esteve tão absorvida pelo cerimonial do «problema» e nunca foi tão democraticamente uniforme, em cada esfera da sobrevivência socialmente garantida. Enquanto gradualmente tendem a desaparecer as distinções entre as classes, novas gerações florescem sobre a mesma haste da tristeza e do assombro, que se interpretam numa generalizada e propagandeada eucaristia do «problema». E enquanto o esquerdismo mais «radical» (e, à sua maneira, mais coerente) reivindica um salário para todos, o capital acaricia, cada vez mais, o sonho de conseguir satisfazê-lo: depurar-se da poluição produtiva até ao ponto de consentir simplesmente aos homens produzir-se como as suas formas plenas de vazio, como os seus repressores, dinamizados pelo mesmo enigma: porque existem?

  • Tradução Abel Prazer
  • 1.ª edição 1979
  • Páginas 86
  • ISBN 972-608-022-3

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