A alienação do espectador em proveito do objecto contemplado (que é o resultado da sua própria actividade inconsciente) exprime-se assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo.
Publicada em 1967, A Sociedade do Espectáculo é a obra filosófica e política mais famosa de Guy Debord e uma análise impiedosa da invasão de todos os aspectos do quotidiano pelo capitalismo moderno. O espectáculo, «uma droga para escravos» que empobrece a verdadeira qualidade da vida, é apontado pelo autor como uma imagem invertida da sociedade desejável, na qual as relações entre as mercadorias suplantaram os laços que unem as pessoas, conferindo-se a primazia à identificação passiva, em detrimento da genuína actividade. Para Debord, «quanto mais [o espectador] aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo».
- TÍTULO ORIGINAL La Société du spectacle
- TRADUÇÃO Francisco Alves e Afonso Monteiro
- EDIÇÃO 1.º Reimpressão Novembro 2024 [1.ª ED 2021]
- PÁGINAS 144
- FORMATO 13,5 x 21 cm
- ISBN 978-972-608-222-4
*O preço final inclui 10% de desconto da editora (válido até 31/12/2024)
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