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A febre sensual não é desejo de morte. Também o amor não é desejo de perder, mas de viver no medo dessa perda possível, mantendo o ser amado aquele que o ama na beira do abismo. Só por esse preço podemos experimentar ante o ser amado a violência do arrebatamento.

 

«Compreende-se por que razão as páginas de O Erotismo são tão fortes e tão decisivas.
Elas provêm de um homem cuja experiência íntima não fez concessões. Este livro
sucede-se a La Part Maudite, tratado de economia geral, cujo tema principal era, não a
produção das riquezas, mas a sua despesa (o seu “consumo”). O erotismo era por ele
designado como “a parte problemática”, uma vez que constitui para toda a gente “o
problema dos problemas”. O mérito de Bataille foi o de encarar a sexualidade humana
no seu quadro sociológico, em relação à história do trabalho e à das religiões. Toda a
sua interpretação assenta numa dialéctica do interdito e da transgressão.» [Alexandrian, Os Libertadores do Amor]

 

  • TRADUÇÃO João Bénard da Costa
  • 1.ª edição 1988
  • páginas 244
  • ISBN 972-608-018-5

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