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Tudo o que se sabe oficialmente, e isso pela confissão do próprio governo soviético, é que, na cidade de Leninsk-Kuznetsk, que não é senão um minúsculo ponto no mapa da URSS, seiscentas crianças das escolas foram submetidas pela GPU a torturas dignas da Idade Média, enquanto Staline se fazia fotografar com um sorriso paternal no meio dos seus afilhados. 

«A razão principal de publicar este livro centra-se na denúncia dos métodos que ilustram como o mundo, que em todas as frentes se constrói, obedece à mesmíssima lógica tirana.

Repare-se, a título de exemplo, nos capítulos sobre a GPU, os processos empregues nos interrogatórios, o decalque a papel químico da máquina da PIDE. A doentia solidão dos ditadores levou-os a procriar aparelhos de delação e escuta, geradores de esquizofrenia fascista (ou estalinista), autênticas câmaras de eco, onde todos os sons já se confundem, onde a vibrante verdade surge empastelada na mentira.» (da Introdução)

  • Tradução Eduardo Pinheiro
  • 2.ª edição 1989 (fac-símile da edição portuguesa de 1941)
  • Páginas 252
  • ISBN 972-608-001-0

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