A sátira é a arma mais eficaz contra o poder: o poder não suporta o humor porque o riso liberta o homem dos seus medos.
Se convenientes quedas de janelas resolvem hoje vários problemas no mundo — entre os quais, a contestação ao poder —, já nos anos 70 a dupla Dario Fo e Franca Rame se debruçava sobre a questão. Estreada numa Itália a ferro e fogo, a peça MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA (1970) inspira-se numa história verídica: o «suicídio» do operário Giuseppe Pinelli, suspeito de atentado à bomba e interrogado pela polícia em 1969, vítima também da fraca integridade estrutural da janela do quarto andar de uma esquadra em Milão. É quando um Louco se infiltra no local que cai a máscara da versão oficial dos factos e se expõe um sistema em que a verdade é a maior das anedotas. Inquietantemente actual, sobretudo em tempos de fake news, esta é uma zombeteira farsa política sobre impunidade, manipulação e materiais de construção.
2026 • Centenário do Nascimento de Dario Fo — Prémio Nobel da Literatura 1997
- TÍTULO ORIGINAL Morte Accidentale di un Anarchico
- PREFÁCIO Júlio Henriques
- TRADUÇÃO Miguel Serras Pereira
- ILUSTRAÇÃO DE CAPA Gonçalo Duarte
- 1.ª EDIÇÃO Maio 2026
- PÁGINAS 136
- FORMATO 13,5 x 21 cm
- ISBN 978‐972‐608‐497-6
Este livro beneficiou de um apoio do PRR, no âmbito da medida Internacionalização, Modernização e Transição Digital do Livro e dos Autores.

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*O preço final inclui 10% de desconto da editora (válido até 31/12/2026)
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