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Em Pala, após três gerações de Reforma, não existem rebanhos semelhantes aos dos carneiros, nem bons pastores eclesiásticos prontos a converter e a castrar; não há manadas de bois nem rebanhos de porcos nem marchantes legais, reais ou militares, nem capitalistas nem revolucionários, para marcar, extremar e mandar para o matadouro. Há apenas associações voluntárias de homens e mulheres avançando a caminho da plena humanidade.

O derradeiro romance de Aldous Huxley, e contraponto utópico de Admirável Mundo Novo, apresenta-nos Pala, uma ilha onde uma sociedade ideal, regida por crenças assentes no budismo e no hinduísmo, floresce há cento e vinte anos, atraindo inevitavelmente a inveja do mundo circundante. Está em curso uma conspiração para invadir Pala, rica em petróleo, e os acontecimentos precipitam-se quando Will Farnaby, inicialmente um agente dos conspiradores, chega à ilha. É provavelmente o livro mais desencantado de Huxley, e inscreve-se nele a firme convicção de que, entre a ganância e a avidez dos homens, comunidades pacíficas como Pala estão condenadas. Publicada em 1962, A Ilha é um espelho que permite ao homem moderno ver tudo o que está podre na sociedade e em si próprio.
  • Título original Island
  • Tradução Virgínia Motta
  • 1.ª edição 2014
  • Páginas 458
  • ISBN 978-972-608-251-4

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