Lola Lafon em Portugal | A Pequena Comunista que nunca Sorria

Em Maio de 2025, recebemos Lola Lafon em Portugal para um ciclo de três dias de conversas em torno da nossa quarta Semente de Dissidência, A Pequena Comunista que nunca Sorria.

Primeiro, na Mediateca do Institut Français du Portugal, com o editor e tradutor Júlio Henriques, reflectimos sobre o julgamento do corpo da mulher e o papel das redes sociais na imposição de padrões de beleza cada vez mais asfixiantes. Em Setúbal, com o Clube de Leitura da Culsete – uma livraria independente fundada em 1973 –, conversámos sobre as diferentes leituras que a personagem de Nadia Comaneci pode suscitar: figura de poder sobre-humano e inspiração mundial ou vítima da sofreguidão mediática e da opressão patriarcal de sistemas ora liberais, ora autoritários? No último dia, no Festival Lisboa 5L, com o jornalista Pedro Vieira, o tradutor Luís Leitão, e a actriz Ana Água, nas leituras, abordámos o clima repressivo da Roménia de Ceaușescu, onde o poder era sinónimo de vigilância e tortura, e onde a sexualidade da mulher era refém dos ditames políticos do "Grande Irmão". Terminámos o corrupio destes três dias na Livraria-Bar Menina e Moça, de livro numa mão e de copo de vinho na outra, com o mediador de leitura António Vaz Pato, para falarmos sobre a linha ténue que separa a disciplina da submissão, no desporto, e sobre as relações entre atletas e treinadores.


Partilhar esta publicação


+ →