László Krasznahorkai: este ano na Antígona

O TANGO DE SATANÁS | tradução do húngaro Ernesto Rodrigues | prefácio Rogério Casanova | Setembro 2018

 

Prémio Man Booker International 2015

Um livro inexorável e visionário de um mestre húngaro do apocalipse. Susan Sontag

Intenso e intransigente. A universalidade da sua escrita rivaliza com a de Almas Mortas, de Gogol. W. G. Sebald

Um dos livros mais assombrosos de László Krasznahorkai. Uma obra ímpar na literatura contemporânea. The New York Review of Books


Inédito em Portugal, László Krasznahorkai (n. 1954) é um dos maiores escritores contemporâneos, traduzido em várias línguas e vencedor do Prémio Man Booker International e do Prémio Kossuth, na Hungria. Depois de ter estudado Direito e Literatura em Budapeste, foi editor na década de 80 antes de se dedicar exclusivamente à escrita. A sua obra visionária, formada por romances (entre os quais, A Melancolia da Resistência e O Tango de Satanás), ficção breve e argumentos cinematográficos, é um ambicioso projecto, profundamente influenciado por Kafka e Beckett, que reflecte sobre a condição do homem na pós-modernidade, num estilo labiríntico e sem concessões. Trocou a Hungria comunista por Berlim, em 1987, e viajou pelo Japão, pela China e pela Mongólia, nos anos 90, década em que viveu em Nova Iorque, na casa de Allen Ginsberg, que o terá aconselhado quando escrevia Guerra e Guerra. Da sua fértil colaboração com o cineasta Béla Tarr, resultaram várias adaptações cinematográficas (O Tango de Satanás e As Harmonias de Werckmeister) e o argumento original d’O Cavalo de Turim.

N’O Tango de Satanás (1985), o primeiro livro do autor, uma pequena comunidade isolada e ao abandono na planície húngara, batida pelo vento e pela chuva incessante, confronta-se com o regresso do misterioso Irimiás – messias ou demónio, trapaceiro ou salvador da aldeia? – que se julgava morto e que dividirá para conquistar. Coreografia da desolação e doloroso livro sobre esperanças e fracassos, O Tango de Satanás é uma meditação sobre a morte e a avareza, a imperfeição e a crença, sobre as histórias que contamos para sobreviver e para iludir. Uma obra-prima.


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