2020 | Novidades

 

Em 2020, prometemos manter a paixão pelos textos subversivos, continuar a empurrar as palavras contra a ordem dominante e dar aos leitores obras que contribuem para a compreensão dos acontecimentos que mudam a sociedade e a nossa vida. Divulgamos mais abaixo a nossa colheita semestral com notas de insolência e aroma a subversão. Para degustar ao longo de 365 dias.

                                                                                               

JANEIRO

27/1

Dicionário da Mitologia Grega e Romana | Pierre Grimal

org. ed. pt. Victor Jabouille

Publicado originalmente em 1951 e objecto de inúmeras reedições pelo mundo, o Dicionário da Mitologia Grega e Romana é hoje uma obra de referência sobre a Antiguidade Clássica, fruto de um extenso trabalho de inventariação de um dos maiores classicistas franceses. Glossário de histórias e figuras mitológicas, contribui para a interpretação de textos e obras de arte, desvendando a origem de tópicos e imagens que fazem parte da memória colectiva da cultura ocidental.

 

FEVEREIRO

17/2

A Máquina Pára e Outros Contos | E.M. Forster

tradução Miguel Martins | prefácio Júlio Henriques

Do famoso autor de Passagem para a Índia (1924) e de Um Quarto com Vista, chega-nos um surpreendente conjunto de ficções de E.M. Forster (1879-1970), escritos entre 1904 e 1920, entre os quais «O Outro Lado da Sebe», «A Diligência Celestial» e «O Momento Eterno», oscilando entre a fantasia e o simbolismo da fábula. Destaca-se no conjunto o conto que dá nome ao livro, «A Máquina Pára» (1909): texto visionário de ficção científica em que Forster prevê certeiramente uma sociedade à mercê de uma gigantesca infraestrutura tecnológica.

Antígona – 40 anos

organização e prefácio Luís Oliveira

Uma antologia de testemunhos de colaboradores que estão ou estiveram ligados à editora, uma homenagem ao projecto desenvolvido e realizado pela Antígona ao longo de 40 anos, completados em Junho do ano passado.

 

MARÇO

2/3

Tono-Bungay (romance) | H. G. Wells

tradução José Miguel Silva

Tono-Bungay (1908), para muitos, entre os quais D. H. Lawrence, a obra-prima de H. G. Wells, é a história de uma mistela convertida em elixir e panaceia universal, que restaura a saúde, a beleza e a energia, e de todo o império comercial que nela assenta. Uma sátira à mercantilização crescente e à credulidade do mundo, uma obra de comentário social e, mais do que um grande romance resgatado do esquecimento, uma denúncia do capitalismo do século xx e uma odisseia numa sociedade à deriva, em páginas de uma enorme actualidade.

 

MAIO

Poemas Escolhidos | Rosario Castellanos

edição bilingue | tradução, selecção e notas Jorge Melícias

Rosario Castellanos (1952-1974), símbolo do feminismo latino-americano, férrea defensora dos índios do Chiapas e destacada intelectual mexicana, legou-nos uma obra que se repartiu por vários géneros literários, assente na denúncia da discriminação sexual e da segregação racial e social. Esta antologia reúne alguns dos melhores poemas da autora, entre os quais «Kinsey Report», «Valium 10» e «Poesia Não és Tu».

 

A Liberdade é Uma Luta Constante | Angela Davis

introdução Frank Barat | prólogo Cornel West | tradução Tânia Ganho

Nesta ampla selecção de ensaios, entrevistas recentes e discursos, a célebre activista Angela Davis lança uma nova luz sobre as lutas contra a violência de Estado e a opressão em vários pontos do mundo – da Palestina à África do Sul –, desmontando estruturas do sistema capitalista que perpetuam conflitos. Reflexão sobre os combates históricos do movimento negro nos EUA, a abolição das prisões e as agressões globais ao ser humano, A Liberdade é Uma Luta Constante (2015) relembra-nos que dar tréguas à injustiça é multiplicar formas de submissão.

 

Porquê Olhar os Animais? | John Berger

tradução Jorge Leandro Rosa

Um conjunto de ensaios que exploram a degradação da relação entre o homem e a natureza na era do consumismo moderno, e a redução dos animais (outrora no centro da existência humana) à categoria de espectáculo. Uma reflexão sobre o tortuoso percurso do animal, de musa inspiradora na arte do homem primitivo a divindade espiritual e, actualmente, a fonte de entretenimento, confinado a circos e jardins zoológicos.

 

JUNHO

Tempo do Coração - Correspondência de Ingeborg Bachmann e Paul Celan

tradução Claudia Fischer e Vera San Payo de Lemos

Em Março, chegará às livrarias Tempo do Coração, obra que reúne a correspondência de Ingeborg Bachmann e Paul Celan – duas das mentes mais brilhantes no firmamento da literatura do século xx –, um diálogo epistolar, amoroso e intelectual que se estendeu por mais de quinze anos. Essencial para a biografia dos dois autores mas também para a compreensão das respectivas visões da poesia, inclui ainda correspondência trocada entre Paul Celan e Max Frisch, e entre Ingeborg Bachmann e Gisèle Celan-Lestrange. Tempo do Coração viria a inspirar, em 2016, o filme Die Geträumten, de Ruth Beckermann.

 

Clássicos Revisitados | Kenneth Rexroth

tradução Maria João da Rocha Afonso

Conjunto de breves e brilhantes ensaios publicados originalmente na Saturday Review, entre 1965 e 1969, sobre sessenta livros que são, para o autor, «documentos essenciais da história da imaginação», do Oriente ao Ocidente: do Épico de Gilgamesh, passando pela Ilíada e a Odisseia, a Beowulf, de escritores como Flaubert, Rimbaud, Mark Twain a Sterne, entre outros. Leitor voraz, poeta e autodidacta, Kenneth Rexroth (1905–1982) – considerado pela revista Time «o pai dos beats» – foi uma das figuras mais destacadas da San Francisco Renaissance nos anos 50 e 60 e desempenhou um papel muito activo em vários grupos libertários em defesa dos direitos civis e contra a Guerra do Vietname.

 

JULHO

Contos Completos | Graça Pina de Morais

Volume que reúne novelas e contos de Graça Pina de Morais (1929-1992), num singular percurso dos primeiros textos até à maturidade da autora. Desta colectânea constam, entre outros, os textos reunidos anteriormente n’O Pobre de Santiago e A Mulher do Chapéu de Palha, editados pela Antígona, as ficções de Na Luz do Fim (1961) e vários contos dispersos.

                                                                                                                                                                                                                             


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