As novidades do ano

A nossa colheita anual com notas de insolência e aroma a subversão. Para degustar ao longo de 365 dias. Tchim-tchim!

 

1.º SEMESTRE

 

Ficção

Janeiro

Uma Semana nos Rios Concord e Merrimack | Henry David Thoreau
Tradução Luís Leitão | Introdução Daniel H. Peck

Obra inseparável de Walden ou a Vida nos Bosques, Uma Semana nos Rios Concord e Merrimack (1849) é o relato da viagem que Thoreau e o seu irmão, John, empreenderam em 1839 no barco que os dois construíram, Musketaquid (o nome índio do rio Concord). Este diário de bordo e grandioso ensaio sobre a amizade e o amor tempera a sublime solidão de Walden com salutares gotas da vida nos rios.

 

Fevereiro

Solaris | Stanisław Lem
Tradução do polaco Teresa Swiatkiewicz | Breve nota prévia Alberto Manguel

O Homem partiu em busca de outros mundos, de outras civilizações, sem conhecer inteiramente os seus próprios recantos, os seus becos sem saída, os seus abismos, e sem saber o que está por detrás das suas portas negras.

A primeira tradução portuguesa directamente do polaco do clássico que consagrou Stanisław Lem (1926-2006) como autor de culto. Publicado em Varsóvia em 1961, durante o regime comunista e adaptado ao cinema por Tarkovski, em 1972, e por Steven Soderbergh, em 2002, Solaris (1961) é, além de uma obra maior no seu género, dominada por um inesquecível e imenso oceano planetário, um romance psicológico sobre a incomunicabilidade, a memória e a angústia face ao desconhecido e ao insondável.

 

Março

O Livro dos Abraços | Eduardo Galeano
Tradução Helena Pitta | Ilustrações do autor

Escrito no exílio, O Livro dos Abraços reúne memórias e sonhos, crítica do mundo e reflexões inesquecíveis, pela pluma de um mestre da narrativa breve. Uma síntese inspirada e perfeita do imaginário de Eduardo Galeano, que nos envolve no seu quente amplexo.

 

Abril

As Palavras Andantes | Eduardo Galeano
Tradução Helena Pitta | Gravuras J. Borges

As Palavras Andantes são, segundo o autor, «histórias de espantos e de encantos, vozes que encontrei no caminho e sonhos que sonhei acordado, realidades delirantes, delírios realizados, palavras andantes que encontrei – ou que me encontraram». Este livro mágico, unido pelo tema da viagem, e com gravuras de J. Borges, inspira-se em lendas urbanas e na mitologia tradicional da América do Sul.

 

Maio

Espelhos – Uma História Quase Universal | Eduardo Galeano
Tradução Helena Pitta

Livro-caleidoscópio, Espelhos é uma história não-oficial do mundo, pelo ponto de vista dos que não ficaram na fotografia, dos esquecidos e ignorados: do Jardim do Paraíso à Nova Iorque no século XXI, dos escravos que construíram a Casa Branca às mulheres eclipsadas pela História. Porque, segundo o autor, «a melhor coisa no Mundo são os muitos mundos que ele contém».

 

Junho

A Guerra das Salamandras | Karel Čapek
Tradução do checo Lumir Nahodil

Salamandras oprimidas de todo o mundo, uni-vos!

A primeira tradução directa do checo da obra-prima de Karel Čapek, escrita em plena época da ascensão do nazismo. Uma ficção política que rivaliza pelo seu conteúdo visionário com Nós, de Zamiatine, 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, num mundo em que uma sinistra espécie aspira ao controlo dos destinos da humanidade.

 

Não-ficção

 

Fevereiro

Fernando Pessoa – Um Retrato Fora da Arca
Prefácio, organização e notas Zetho Cunha Gonçalves

Fernando Pessoa – Um Retrato fora da Arca é uma recolha de textos que resulta numa biografia intelectual e humana do poeta dos heterónimos, estabelecida a partir de textos do próprio Pessoa e dos testemunhos dos seus contemporâneos com quem mais intimamente conviveu. Este retrato (e auto-retrato) humano e literário de Fernando Pessoa inclui textos de António Botto, Raul Leal, Mário de Sá Carneiro e José de Almada Negreiros, entre outros.

 

Abril

Portugal: A Revolução Impossível? | Phil Mailer
Tradução Luís Leitão | Prefácio Maurice Brinton

(versão integral)

O livro de Phil não é apenas uma lúcida descrição de acontecimentos reais; é uma tentativa de fazer um novo tipo de historiografia. O texto é uma explosão de vida. Maurice Brinton

Relato envolvente e apaixonante, em primeira mão, da Revolução dos Cravos pelo activista irlandês Phil Mailer (n. 1946), chegado a Portugal no final de 1973. Um dos textos mais fidedignos e completos sobre o movimento social de cariz revolucionário que ocorreu entre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975.

 

A Sociedade contra o Estado | Pierre Clastres
Tradução Manuel de Freitas

Monumento incontornável do pensamento anarquista e antropológico, e a obra mais universalmente conhecida de Pierre Clastres, A Sociedade contra o Estado (1974) deriva do estudo de sociedades primitivas, revelando-as como sociedades que recusaram a noção de estado. Uma brilhante análise e redefinição do estado e da natureza do poder e um dos grandes textos da antropologia política.

 

Maio

Técnica e Civilização | Lewis Mumford
Tradução Fernanda Barão e Isabel Fernandes | Prefácio Jorge Custódio

Em 1934, Lewis Mumford, filósofo e historiador, publicava uma história global da máquina, da sua origem e dos seus efeitos na civilização nos últimos mil anos, num mundo cada vez mais dominado pela tecnocracia e pela mentalidade da máquina que tudo desumanizava. Verdadeiramente profética, Técnica e Civilização tornou-se uma obra de referência, apelando a uma nova ordem social que não se deixasse subverter pela tecnologia.

 

Junho

24/7 – Capitalismo Tardio e os Fins do Sono | Jonathan Crary
Tradução Nuno Quintas

«Impedir que a noite seja noite tem sido o desígnio alcançado com grande eficiência pelo capitalismo contemporâneo. Dessa conquista, tratou um ensaísta e crítico de arte americano, chamado Jonathan Crary, num livro de 2013 intitulado 24/7 – Late Capitalism and the Ends of Sleep. Crary descreve e analisa este mundo que permanece em funcionamento vinte e quatro horas durante os sete dias da semana, para que a produção e o consumo não tenham interrupções.» (António Guerreiro, Público)

Consumir e trabalhar continuamente, 24 horas por dia, 7 dias por semana, parece ser o leitmotiv da actualidade. 24/7, erudito ensaio de Jonathan Crary, professor de Teoria e Arte Moderna na Universidade de Columbia, explora as consequências deste estado de eterna vigília, recorrendo a Deleuze, Arendt e Godard, e traçando um panorama vertiginoso da contemporaneidade, em que o sono é a maior afronta aos nocivos sistemas que nos regem.

 

A Prática da Natureza Selvagem | Gary Snyder
Tradução José Miguel Silva

Conjunto de nove ensaios publicado em 1990, do poeta beat e mestre zen, vencedor do Prémio Pulitzer e imortalizado em Dharma Bums, eternamente associado à Renascença de São Francisco. Revelando o lugar pioneiro do autor no pensamento ecológico, estes profundos textos sobre o homem e a natureza, e a sua interacção, erguem-se como uma peça central da maturidade na obra de Gary Snyder.

 

2.º SEMESTRE

 

Ficção

O TANGO DE SATANÁS | László Krasznahorkai | OFÍCIO | Sergei Dovlatov | DIAS E NOITES DE AMOR E GUERRA | Eduardo Galeano | O GANGUE DA CHAVE-INGLESA |  Edward Abbey | CONTOS | Leonid Andreiev | CONTOS ESCOLHIDOS | Colette  | CIVILWARLAND IN BAD DECLINE | George Saunders

 

Não-ficção

MODOS DE VER | ENTRETANTO | UM SÉTIMO HOMEM | John Berger | A SOCIEDADE AUTOFÁGICA | Anselm Jappe | LAOCOONTE | Gotthold Ephraim Lessing


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