Sementes de Dissidência – Um Novo Projecto nos 45 Anos da Antígona

Até 2026, com o apoio do programa Europa Criativa, cinco livros da Antígona viajam pelo país, chegam mais longe e a novos leitores, pelas mãos de vários parceiros. 

A editora Antígona – que desde 1979 empurra as palavras contra a ordem dominante – sopra quarenta e cinco velas em 2024 e planta «Sementes de Dissidência», um projecto financiado pelo programa Europa Criativa, da União Europeia, que apoia a circulação, a tradução, a distribuição e a promoção de obras literárias europeias.

Até 2026, cinco livros com temas prementes para tempos incertos vão estimular conversas e actividades no espaço público, em comunidades rurais no interior do país, em escolas, bibliotecas municipais e livrarias, entre adolescentes, idosos e grupos vulneráveis, como a população prisional e mulheres marginalizadas.

As cinco obras –  Caruncho (2021), de Layla Martínez (trad. Guilherme Pires; a publicar já em Março), que virá a Portugal em Junho deste ano; Niels Lyhne (1880), de Jens Peter Jacobsen (trad. Elisabete M. de Sousa); A Parede (1963), de Marlen Haushofer (trad. Gilda Encarnação); A Pequena Comunista que Nunca Sorria (2014), de Lola Lafon (trad. Luís Leitão); A Verdade e Outros Contos (1956-1996), de Stanisław Lem (trad. Teresa Fernandes Swiatkiewicz) – abordam questões como a ecologia e a consciencialização ambiental, a instrumentalização e a invisibilidade da mulher, a conformidade social e a luta contra o patriarcado.

 A Antígona vai trabalhar com associações locais de norte a sul do país, hábeis no desenvolvimento de actividades culturais em comunidade, na dinamização da leitura e na formação de leitores, e desafiou-as a levarem a novas paragens e públicos as histórias destes livros: a Aletria – Biblioteca Itinerante (Almada), a Boa Criação (no Projecto de Boca em Boca – Histórias a Nutrir Comunidades, em Corte da Velha, Mértola, em parceria com a Universidade Sénior de Mértola), a Regenerativa – Cooperativa Integral (Odemira), a Livraria das Insurgentes (Lisboa), a Dar a Mão (Lisboa), a Rural Vivo (Campo do Gerês) e projectos artísticos como a estrutura Cassandra.

 As «Sementes de Dissidência» chegarão também a várias escolas (à Escola Secundária André de Gouveia, em Évora, pela mão dos alunos do Curso Profissional de Artes do Espectáculo; pelos estudantes da Escola Secundária Emídio Navarro, em Almada, que dinamizam o jornal escolar Mar da Palha, e ao Liceu Francês Charles Lepierre, em Lisboa, entre outras) e contam com a colaboração de vários institutos e embaixadas (entre os quais, a Embaixada da Áustria em Lisboa e o Goethe-Institut Portugal).

Num país de grandes assimetrias regionais e sociais no acesso ao livro, e num sector ainda cristalizado em moldes tradicionais de difusão, a Antígona lança estas «Sementes de Dissidência» porque hábitos de leitura e livros que mudam vidas são fundamentais para formar cidadãos mais conscientes numa altura em que aumentam os populismos, os discursos de ódio e a polarização da sociedade.

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